postado em: 29/05/18 as 10:22, atualizado em: 29/05/18


Congresso Brasileiro de Magistrados discute gestão estratégica e orçamento


A conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Maria Tereza Uille e a diretora-adjunta da Justiça do Trabalho da Escola Nacional da Magistratura (ENM/AMB) e juíza do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), Claudia Marcia Soares, ministraram palestras durante o painel XVI – “Gestão Estratégica e Orçamento” do XXIII Congresso Brasileiro de Magistrados (CBM). A mesa, ocorrida no último dia do evento (26), foi presidida pelo diretor-presidente da ENM, Marcelo Piragibe.

Maria Tereza Uille, que integra a Comissão de Gestão Estratégica do CNJ, afirmou que o planejamento estratégico é um dos papéis importantes dos quais o Conselho participa. A conselheira conclamou os magistrados a se envolverem no processo, mesmo os que não integram os comitês de seus tribunais sobre o tema. “A fixação de metas e indicadores que venham da própria magistratura é fundamental para conduzir o futuro do Poder Judiciário. Enalteço a importância do painel e chamo os magistrados e servidores para participarem dessas discussões para indicação de metas e indicadores que terão que atender e cumprir, mas a partir daquilo que democraticamente eles próprios estejam construindo. É muito importante este momento, pois este ano teremos no segundo semestre mais uma renovação e homologação das metas que vêm do próprio Judiciário. Então vamos participar”, informou. A integrante do CNJ ressaltou que está à disposição da AMB e da ENM para dialogar. “Tenho apreço e respeito pela magistratura brasileira. Parabenizo a Associação pela realização do evento”, finalizou.

Claudia Marcia fez coro à conselheira sobre a necessidade da magistratura como um todo contribuir. Segundo a juíza, é necessário conscientizar os colegas para sinalizar o que se quer para os tribunais, além da relevância de monitorar, constantemente, o planejamento estratégico. A diretora da ENM chamou a atenção para as condições de concretização de metas e resultados. “A importância do planejamento estratégico é estabelecer as metas e como alcançá-las, porque não é só estabelecer a meta, fazendo indicativos estatísticos de resultados numéricos quantitativos, sem dar estrutura para seu alcance. O CNJ e o STF [Supremo Tribunal Federal] têm papel importante nisso, porque as condições de concretização de metas e resultados passam por uma política institucional. Não é meramente o trabalho de juiz de primeiro grau e do desembargador que vai redundar no alcance de um determinado resultado. Isso não é um trabalho para 1ª e 2ª instâncias; isso é um trabalho institucional que demanda uma infraestrutura de trabalho, como número de servidores e juízes suficientes.”

O presidente da mesa frisou o papel da AMB de interlocução nesse processo. Para Marcelo Piragibe, “este tema é de certo modo novo, e com a democratização do próprio Poder Judiciário dos últimos anos está sendo muito procurado. Fizemos na ENM um curso em 2017, no qual houve uma grande adesão. E este painel foi muito esclarecedor, porque a questão que muitas vezes não era afeto ao juiz de 1º grau passou a ser de interesse dele, até para poder ajudar na construção de um Judiciário melhor”.

Fonte: Assessoria de Comunicação - AMB

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