postado em: 21/02/19 as 08:25, atualizado em: 21/02/19


Judiciário de Rondônia firma convênio com CNJ para desenvolver sistema de IA


A modernização e a alta capacidade de processamento de dados e informações do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia foram reconhecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante o XII Encontro Nacional do Poder Judiciário. Na ocasião, firmou-se convênio entre o TJRO e o CNJ para o desenvolvimento de um sistema de criação de modelos de Inteligência Artificial na área de processamento de linguagem natural, com maior aplicação no Judiciário e será customizado para o Processo Judicial Eletrônico (PJe).

As discussões fizeram parte do painel “Uso da Inteligência Artificial nos processos judiciais”. No entendimento do CNJ, quanto maior a diversidade dos dados ou a falta de padronização na produção e organização das informações, maior será a dificuldade para a utilização das ferramentas, análise, visualização e tomada de decisões na atuação dos magistrados. O juiz auxiliar da presidência do CNJ, Bráulio Gusmão, abordou sobre a ciência de dados e a utilização das ferramentas, métodos e tecnologias para auxiliar o trabalho do magistrado.

A busca por soluções para tornar mais efetiva a execução fiscal no país, considerado um dos maiores gargalos da Justiça brasileira, foi citada pelo juiz auxiliar da presidência do CNJ, Bráulio Gusmão, como exemplo de oportunidade do uso da Inteligência Artificial. O magistrado apresentou o exemplo de ferramentas desenvolvidas por alguns tribunais estaduais e destacou o modelo Sinapses, desenvolvido pelo TJRO que gerou otimização de recursos. “É importante que o Poder Judiciário cuide melhor dos seus dados. O Judiciário é um grande produtor de dados e os tribunais precisam ser instituições orientadas a dados. O sistema de Inteligência Artificial proporciona a automação e maior velocidade no andamento processual”, destacou o magistrado.

O Encontro Nacional do Poder Judiciário aprovou as metas nacionais para 2019, entre elas estão: julgar mais processos do que os distribuídos; julgar mais processos antigo;, aumentar os casos solucionados por conciliação; priorizar o julgamento dos processos relativos à corrupção à improbidade administrativa e a ilícitos eleitorais; impulsionar processos à execução; priorizar o julgamento das ações coletivas; priorizar o julgamento dos processos dos maiores litigantes e dos recursos repetitivos; e priorizar o julgamento dos processos relacionados a feminicídios e à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Representando o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, o ministro Marco Aurélio Buzzi disse que, “o STJ está bem acima das suas metas para o ano de 2018. A Corte conseguiu julgar um número de processos 20% maior do que a quantidade de novas ações judiciais ingressadas”, afirmou.

Fonte: Assessoria de Comunicação - Ameron

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