postado em: 08/08/19 as 18:00, atualizado em: 08/08/19


Alunos da Escola São Luiz acompanham audiências na Vara da Fazenda Pública de Porto Velho



Os alunos do ensino médio da Escola Estadual São Luiz, localizada na Zona Leste de Porto Velho, tiveram uma aula especial de campo, quando conheceram o Centro de Mediação e Conciliação do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia e acompanharam três sessões de audiências presididas pelo juiz da 1ª Vara do Juizado Especial da Fazenda Pública, Johnny Gustavo Clemes. A proposta da visita tem como objetivo a orientação dos estudantes para a elaboração dos materiais a serem redigidos para participação no Concurso de Redação do projeto “Justiça e Cidadania na Escola”.


Por se tratar da Fazenda Pública, nas três sessões de julgamento, o Estado era uma das partes envolvidas nas ações judiciais. A cada término das audiências, o magistrado explicou aos alunos - de forma didática – os objetos das ações e as argumentações de defesa e acusação. “A melhor contribuição que podemos dar aos alunos é de lhes propiciar contato com a realidade prática e também de simulares participação dessas atividades, pois assim complementa-se um ciclo de aprendizagem que teve início com as palestras e se converte em construção de conhecimento e desenvolvimento de habilidades. Se desejamos formar bons cidadãos precisamos nos doar a causas como essa", analisa o magistrado que também atua como tesoureiro-adjunto da Ameron.


Ao final das sessões, os alunos se dividiram em três grupos, no qual cada um simulou cada caso que fora apresentado nas audiências. Em uma dessas simulações, o Pablo Henrique Araújo (15 anos) ocupou a cadeira de magistrado e sentiu dificuldade para exercer a função de decisor de conflitos. “É muito difícil ser juiz porque tem que tomar uma decisão muito certa e exige muito estudo a respeito do caso a ser julgado”, observa o aluno.

A Miwryelle Agata (14 anos) também teve a sensação de ser magistrada por um dia e a experiência foi suficiente para tirar as dúvidas a respeito do curso que pretende estudar quando terminar o Ensino Médio. “Eu não sabia o que fazer quando concluísse o Ensino Médio e agora eu realmente tenho uma área que posso seguir. Estou aprendendo muita coisa e a minha mente está abrindo para novas curiosidades. Desde pequena gostava de ajudar os outros em situações de conflitos. Hoje estou determinada a cursar Direito, ser advogada ou delegada”, pondera.

Para a Tarsila Victória (15 anos), a simulação serviu para tirar dúvidas a respeito da redação que está escrevendo para participar do concurso promovido pela Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia (Ameron), em parceria com a Escola da Magistratura (Emeron), Supermercados Irmãos Gonçalves, Ciclo Cairu e Secretaria Estadual de Educação (Seduc). “Essa simulação foi ótima, pois eu nunca tinha visto uma audiência ao vivo e eu pude ver como funciona e observar os dois lados da situação: da vítima e de quem está acusando. Eu tenho pesquisado algumas redações na internet e visto alguns vídeos sobre como elaborar redações e também a respeito do trabalho da Justiça. Isso tem me ajudado muito”, comenta a estudante que pretende se inscrever no concurso.

A estudante, Mariele de Sousa Carvalho, também pretende participar do concurso e para a aluna de 15 anos mesmo que não vença, a participação deve ser comemorada por conta do aprendizado. “Aprendi que devemos entender o que está se passando antes de se fazer o julgamento para não dar uma decisão errada. Não sei se tenho grandes chances para o concurso de redação, pois tem pessoas muito boas participando, mas tenho certeza que vou dar o meu melhor”, afirma.

Na opinião da professora de língua portuguesa da Escola São Luiz, Mara Cláudia, a promoção do concurso de redação com a disponibilidade de premiação aos jovens estudantes - a maioria oriunda de famílias carentes – motiva ainda mais a comunidade escolar das áreas periféricas. “Temos alunos agora participando das audiências e já falando que quer estudar e fazer Direito porque se identificou com a área e para eles tudo isso aqui é novidade porque eles não têm essa mobilidade de sair da escola para conhecer outros lugares por causa da distância, pois há muita dificuldade para se deslocar da zona leste e nem todos tem essa possibilidade por questões familiares ou pelas condições financeiras também”, aponta a docente.


Concurso de Redação

O cronograma do projeto prevê o desenvolvimento do concurso nas escolas a partir de junho até 10 de agosto. As escolas participantes devem selecionar as cinco melhores redações que vão representar a instituição na fase final de avaliação. Os professores serão os responsáveis pela abordagem das temáticas propostas e ampliação das informações, aproximando-as da realidade dos alunos por meio de exemplos e outras atividades lúdicas e pedagógicas, de demandas que eventualmente surgirem no decorrer dos debates e de conversações com os alunos em sala de aula.

O juiz coordenador de cada comarca vai estabelecer uma comissão de correção, que ficará responsável por receber e avaliar os trabalhos. As comissões serão constituídas pelo juiz coordenador do projeto e mais outros dois componentes auxiliares escolhidos pelo juiz. Os três professores mais participativos e envolvidos com o desenvolvimento do projeto também devem concorrer a premiação, diante de uma classificação geral.

Os materiais devem ser entregues, no período entre 15 até 30 de agosto, em Porto Velho e também nas comarcas do interior de Rondônia. A divulgação dos resultados da Categoria ALUNO está prevista para acontecer entre 16 e 20 de setembro; a Categoria Escola/Professor Orientador tem a divulgação dos resultados prevista para os dias 07 e 11 de outubro. Os alunos vencedores serão premiados entre 23 e 30 de setembro, já as Escolas e os professores, terão a cerimônia de premiação no dia 18 de outubro.




Fonte: Assessoria de Comunicação - Ameron

comments powered by Disqus