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TJRO é destaque no Inova Norte com Fórum Digital, em Belém

A proposta do Fórum Digital, implantado em três localidades de Rondônia, foi apresentada nesta semana no Inova Norte, na cidade de Belém, no Pará. O Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO) foi representado pelo secretário-geral, juiz Rinaldo Forti. O evento tem como finalidade a disseminação da cultura da inovação e das boas práticas, bem como apoiar o desenvolvimento dos laboratórios de inovação nos tribunais integrantes da Rede Renovajud, em conformidade com as competências do Comitê Nacional Gestor da Inovação, previstas na Resolução 395/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No evento, o magistrado apresentou o Fórum Digital como uma boa prática institucional, durante o painel “Acesso à justiça na perspectiva amazônica”. O projeto Fórum Digital recebeu, em maio, o reconhecimento do CNJ como uma Boa Prática do Poder Judiciário, sendo inserido no Portal Boas Práticas junto com outras ações promovidas e desenvolvidas por diversos tribunais do país. Para a presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia (Ameron), juíza Euma Tourinho, a iniciativa é eficiente em termos de custos, recursos e tempo processual. “O Fórum Digital tem provado como o Judiciário pode gastar menos otimizando recursos, pois se trata de um modelo de atendimento que requer baixo custo, além de facilitar o acesso da população à Justiça. É uma iniciativa que gera economicidade de recursos públicos porque representa um custo bem menor se comparado a instalação de uma comarca de primeira entrância, por exemplo, além das despesas mensais para manter uma unidade judiciária. Isso demonstra que o Tribunal de Justiça de Rondônia sabe fazer muito, mesmo com pouco orçamento”, enaltece a magistrada. Em Rondônia, o Fórum Digital está instalado nos municípios de Mirante da Serra e Ouro Preto do Oeste, além do distrito de Extrema que fica cerca de 330 km distante do centro urbano da capital, Porto Velho. A ação tem facilitado o acesso da população que mora longe das sedes das comarcas, aproximando a prestação jurisdicional dos seus jurisdicionados. Ademais, o Poder Judiciário de Rondônia anunciou, este ano, a pretensão de implantar mais sete Fóruns Digitais até 2023, tomando como critérios: o número de habitantes, a quantidade de eleitores e a distância da sede da comarca. Os resultados apresentados tem sido positivos e as tratativas para novas instalações estão bem encaminhadas em alguns municípios do interior rondoniense. A proposta do Fórum Digital também é uma das concorrentes ao Prêmio Innovare 2022 que tem como objetivo identificar, divulgar e difundir práticas que contribuam para o aprimoramento da Justiça no Brasil. Participam da Comissão Julgadora do Innovare ministros do STF, STJ, TST, desembargadores, promotores de justiça, juízes, defensores públicos, advogados e outros profissionais de destaque interessados em contribuir para o desenvolvimento do sistema de Justiça. Desde 2004, quando foi implantado, o Innovare recebeu mais de sete mil práticas de todos os estados.

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Presidente da Ameron destaca números da Justiça de Rondônia: “Excelentes resultados”, diz Euma Tourinho

A Justiça de Rondônia não para. Com base em levantamentos feitos por servidores de cada departamento e núcleos da Corregedoria-Geral da Justiça e unidades judiciais do 1° grau de jurisdição, foram apresentadas, nesta semana, as principais entregas do primeiro semestre de 2022. A presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia (Ameron), Euma Tourinho, salientou a produção do Poder Judiciário estadual: “excelentes resultados”, disse. A apresentação dos resultados do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) foi feita na quarta-feira (13) ao corregedor-geral da Justiça, desembargador José Antonio Robles, e aos juízes auxiliares Johnny Gustavo Clemes, Inês Moreira da Costa e Marcelo Tramontini, além da secretária geral da CGJ, Rosangela Vieira de Souza e outros servidores. De acordo com os números apresentados, o 1° grau teve um aumento de 22,4% na quantidade de processos distribuídos em 2022, comparado com o mesmo período de 2021. Saltou de 74.200 para 90.835 processos. Na produção de sentenças, o salto foi de 29.45%. São 18.819 sentenças a mais, comparando as 63.880 de 2021 com 82.699 de 2022. “A Justiça de Rondônia é um grande exemplo de eficiência e sustentabilidade. O Tribunal de Justiça do estado, que constantemente é premiado com o Selo Diamante, é um dos mais eficazes do país, ficando na frente, inclusive, de tribunais de grande porte. Os resultados falam por si. Os números são excelentes. É uma honra pertencer à Justiça rondoniense e, em nome da Ameron, parabenizo todos os magistrados e servidores pela produção célere, que beneficia o jurisdicionado”, ressaltou Euma Tourinho. A nova sistemática de trabalho de fazer o monitoramento mensal foi implantada pela nova gestão da CGJ. Os resultados têm sido positivos. O comparativo é feito do período de janeiro a junho de 2021, em relação ao mesmo período de 2022. Mesmo com o aumento da distribuição, a alta da produção foi substancial e gerou um acréscimo de 1,23% no indicador da meta, em relação a 2021. Destaque também para a evolução da Meta 3, que estimula a conciliação. O aumento foi de 365 conciliações pré-processuais em 2021 para 2.699 em 2022. “A quantidade de conciliações também bateu recorde”, enfatizou a presidente da Ameron. O corregedor-geral da Justiça comentou que o resultado se deve aos magistrados e servidores de todo o estado. “Mesmo com a força de trabalho reduzida, conseguimos produzir em 2022 mais do que no ano passado. Destaco a importância do aprimoramento nos procedimentos relacionados à Infância e Juventude, em especial nos casos de crianças acolhidas e com menor oportunidade de adoção”, afirmou José Antonio Robles. A reunião das principais entregas do primeiro semestre de 2022, com ênfase no Extrajudicial, continuará na próxima semana.

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Presidente da Ameron participa de entrevista na CBN e fala sobre ausência do nome dos pais no registro de nascimento

A presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia (Ameron), juíza Euma Tourinho, participou, na última semana, do programa Audiência Pública, da Rádio CBN. A juíza falou sobre relatório apresentado pela Corregedoria-Geral da Justiça rondoniense, que mostra a triste realidade em relação ao número de registros de nascimentos sem o nome do pai. Mais de 20 mil crianças foram registradas no estado sem o reconhecimento paterno em 2021. O relatório aponta que 19.186 crianças tiveram apenas a referência da mãe no documento de nascimento. Em 1.205 casos, houve indicação de suposto pai, tendo sido abertos processos judiciais para investigação de paternidade. O total de registros de nascimentos com omissão de paternidade ou suposto pai foi de 20.391. Também participou da entrevista a psicóloga Anne Cleyanne, fundadora da Associação Filhas do Boto Nunca Mais. O programa foi apresentado pela jornalista Elaine Santos. Confira na íntegra

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Fórum Digital promove inclusão e acesso à justiça para população de Mirante da Serra

Em Mirante da Serra, a justiça está cada dia mais ao alcance de todos. Isso porque, funciona no município o Fórum Digital, que oferece 35 serviços do Poder Judiciário e de outros oito parceiros. O prédio cedido pela prefeitura é o local em que moradores da cidade e de localidades próximas acessam os serviços. Basta comparecer ao Fórum e solicitar o atendimento. O juiz Rinaldo Forti da Silva, secretário-geral do Tribunal de Justiça, foi recentemente ao local para conversar com os representantes da comunidade. Na oportunidade, o magistrado destacou sobre os resultados positivos que a instalação dos fóruns proporcionou à população, que não precisa mais se deslocar até a sede da comarca para ser atendida, economizando tempo e dinheiro, fatores que muitas vezes constituía empecilho ao acesso à justiça. Alguns dos atendimentos, inclusive, nem andando os cerca de sessenta quilômetros até a comarca de Ouro Preto se conseguia, devido ao fato de que alguns desses órgãos só manterem atendimento presencial na capital do Estado, Porto Velho, mais de 400 km de distância. Agora disponíveis ali perto, e o melhor, todos num mesmo lugar. Durante a visita, o magistrado apresentou ainda os resultados da instalação e respondeu a dúvidas dos representantes da comunidade. Explicou o funcionamento da unidade e acolheu sugestões e novos pleitos. Também conheceu casos resolvidos no fórum e ajudou as pessoas a entenderem a importância de ter essa porta aberta para a cidadania. Segundo Rinaldo Forti, esse espaço é da comunidade e deve ser apropriado por ela para o exercício dos direitos garantidos pela legislação brasileira. De acordo com o TJRO, a previsão é que mais 7 Fóruns Digitais sejam instalados até o final de 2023 nos municípios de Candeias do Jamari, Itapuã do Oeste, Campo Novo, Cujubim, Monte Negro, Alto Paraíso e Chupinguaia. Assim, a prática alcançará mais 130 mil pessoas. A iniciativa foi ressaltada pela presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia (Ameron), Euma Tourinho. “Parabéns ao TJRO pelo Fórum Digital de Mirante da Serra e pelos esforços para levar a justiça mais perto da população. Além de facilitar o acesso à justiça, o Fórum Digital promove a inclusão social, uma vez que atende pessoas que, por diversos motivos, não têm condições de se deslocar até outras localidades para resolver seus problemas e buscar a garantia dos seus direitos”, comentou. ServiçosNo Fórum Digital, o Poder Judiciário de Rondônia oferta os serviços da Justiça Rápida, informações de processo, início de processos nos Juizados Especiais, conciliações, audiências digitais e emissão de certidões. A Justiça Eleitoral disponibiliza a emissão de segunda via de Título de Eleitor, guia de multa, certidões negativas; assim como verificação da situação eleitoral, local de votação e requerimentos de justificativas. O espaço também conta com atendimento de outros parceiros, um total de 35 serviços gratuitos. Ameron com informações da Ascom TJRO

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Magistrados e demais atores da sociedade podem emitir considerações sobre as Metas Nacionais do Poder Judiciário para 2023

Para integrar o processo de gestão participativa, população deve acessar o site da Rede Nacional de Governança Colaborativa da Justiça Estadual A Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia (Ameron) informa que, em 2022, todos os 27 Tribunais Estaduais do Brasil se uniram para juntos conduzirem o processo de Gestão Participativa, em que todos poderão, de forma democrática, emitir suas opiniões e considerações acerca das Metas Nacionais do Poder Judiciário para o ano de 2023. Magistrados, membros do Ministério Público e da Defensoria Pública, advogados, servidores e cidadãos interessados em participar devem acessar o site da Rede Nacional de Governança Colaborativa da Justiça Estadual no link: http://www5.tjba.jus.br/gestaoparticipativa/. As metas representam o compromisso dos tribunais brasileiros com o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, buscando proporcionar à sociedade serviço mais célere, com maior eficiência e qualidade. Desde a instituição da Portaria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), n° 138, de 23 de agosto de 2013, e posteriormente com a publicação da Portaria n° 59, de 23 de abril de 2019, que tratam da Rede Nacional de Governança Colaborativa do Poder Judiciário, a gestão participativa é um aspecto considerado importante no processo de formulação de metas, uma vez que possibilita contemplar as opiniões plurais e a visão dos diversos segmentos e instâncias na modelagem do processo.

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TJRO participa de mutirão de atendimento às pessoas em situação de rua

O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) participou, recentemente, do 1ª Mutirão de Atendimento às Pessoas em Situação de Rua – PopRuaJud da Região Norte. A ação, realizada em Porto Velho, teve o objetivo de oferecer a essas pessoas um atendimento humanizado e individualizado, com a finalidade de identificar suas necessidades e, assim, possibilitar o acesso aos serviços públicos e às políticas sociais. A Associação do Magistrados do Estado de Rondônia (Ameron) parabeniza a Corte pela participação. A abertura do evento ocorreu recentemente, no Centro Pop Dom Moacyr Grechi, no Bairro Areal. O tribunal abraçou a iniciativa junto com mais 11 parceiros, dentre eles Justiça Federal, Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ministério Público do Estado de Rondônia (MPE), Defensoria Pública do Estado de Rondônia (DPE) e Prefeitura de Porto Velho. Foram realizados atendimentos nas áreas da saúde, assistência social, segurança alimentar e nutricional, habitação, trabalho, educação, orientação jurídica, psicológica e outros. Com esse mutirão, o TJRO demonstrou seu compromisso com a população em situação de rua, contribuindo para a promoção dos direitos humanos e a efetivação da justiça social. “O TJRO está de parabéns por ter abraçado esse projeto e pelo belo trabalho realizado. A iniciativa merece todos os aplausos, pois demonstra que a Justiça está cada vez mais próxima da população, atendendo às suas necessidades e buscando soluções para os seus problemas’”, comentou a presidente da entidade, Euma Tourinho. Atendimentos Mais de 400 atendimentos foram registrados logo nas primeiras horas, com variados tipos de serviços como médico, dentista, vacinação, exames, emissão de documentos, verificação de benefícios federais como aposentadorias. A Justiça estadual pôs à disposição do público o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania de Porto Velho (Cejusc) e o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), em mais uma operação Justiça Rápida Itinerante. “São serviços que garantem o acesso desses cidadãos aos seus direitos, tendo em vista a exclusão social, preconceito e tantas outras dificuldades enfrentadas por quem vive em situação de rua”, pontuou o juiz Audarzean Santana, coordenador da Justiça Itinerante. “Nossa Justiça sempre esteve muito preocupada com as pessoas invisíveis, que estão em situação de vulnerabilidade, por isso não nos surpreende ser o primeiro da região norte a receber essa missão, considero mesmo como uma missão, e fazer parte desse trabalho”, analisou o corregedor-geral da Justiça, José Antonio Robles. “O primeiro passo são os mutirões, pois o que se quer é que essas pessoas ingressem de maneira natural, inclusive presencial, nos nossos fóruns. Mas enquanto não temos esse movimento estabilizado, o Judiciário tem de sair de seus castelos e chegar onde estão essas pessoas. É a abertura do Judiciário para a situação de invisibilidade dessa população e a garantia de direitos”, destacou a juíza Lívia Peres, auxiliar da Presidência do CNJ.

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Ameron promove arraiá para associados e familiares

A Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia (Ameron) realizou, no último sábado (1º), o Arraiá da Amerão. O evento, que aconteceu na sede da associação, contou com a presença de magistrados, familiares e colaboradores. Durante o evento, foi possível saborear diversas comidas típicas e sobremesas. Também houve apresentações musicais e danças de quadrilhas, que animaram a todos A Ameron agradece a todos os que participaram do evento e colaboraram para o seu sucesso. Confira matéria da TV Allamanda (SBT) Veja fotos:

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Ameron participa do Encontro Nacional de Presidentes de Associações

A presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia (Ameron), Euma Tourinho, participa do Encontro Nacional de Presidentes de Associações filiadas à Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). O evento acontece nesta quinta-feira (30) e sexta-feira (30) em Foz do Iguaçu (PR). Também participa do encontro o desembargador Alexandre Miguel, membro do Conselho Fiscal da AMB. Durante o encontro foram debatidos assuntos de interesse da magistratura. Na oportunidade também é celebrado os dois anos da Campanha Sinal Vermelho, que surgiu de uma parceria da AMB com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante a pandemia da Covid-19. O objetivo da iniciativa era oferecer às mulheres vítimas de agressões familiares um canal de denúncia de maus-tratos e de violência doméstica. “O que era uma campanha de conscientização e uma rede de colaboração, se tornou um política pública nacional, por meio da sanção do Pacote Basta – Lei n. 14.188/2021, que instituiu o programa de cooperação Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica. São dois anos de muito sucesso. Parabéns a o todos os envolvidos nessa iniciativa”, destacou a presidente da Ameron. “A campanha é hoje importante mecanismo para tirar o país do estigma de ser o quinto mais perigoso do mundo para uma mulher viver, de acordo com dados são da Organização Mundial da Saúd (OMS)”, completou Euma Tourinho. Sinal VermelhoConforme a AMB, a campanha contempla uma estratégia integrada com dois eixos: comunicação pública e âmbito legislativo. Ambos fortalecem dentro da cultura popular o capital simbólico do “X” vermelho na mão e abrem caminhos, na esfera política, para o combate legal a agressões a mulheres e meninas. De acordo com os índices, 17 milhões de mulheres foram alvo de violência física, psicológica ou sexual no período de isolamento social. A porcentagem representa estabilidade em relação à última pesquisa, de 2019, quando 27,4% afirmaram ter sofrido alguma agressão. O total de agressões dentro de casa saltou de 42% para 48,8% desse universo de denúncias, tendo aumentado, no cômputo geral, a participação de companheiros, namorados ou ex-parceiros nos episódios. Os delitos mais frequentes são ofensa verbal, tapas, chutes e empurrões, tentativa forçada de relação sexual, ameaça com faca e arma de fogo e espancamento.

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Presidente da Ameron participa de reunião com o senador Marcos Rogério para tratar do PL 6204/19, entre outros assuntos de interesse da magistratura

Secretária-geral da AMB, Juliane Marques, também esteve no encontro A presidente da Associação dos Magistrados do Estado de Rondônia (Ameron), Euma Tourinho, participou de uma reunião com o senador Marcos Rogério, na terça-feira (28), em Brasília (DF), para tratar doProjeto de Lei 6204/2019. A secretária-geral da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Juliane Marques, também esteve no encontro. O PL 6204 tem por objetivo a desjudicialização da execução civil, ou seja, de título executivo judicial e extrajudicial. Contudo, a atribuição constitucional de julgar na seara privada é dada ao Poder Judiciário, órgão que possui estrutura e os magistrados devidamente técnicos para realizar o trabalho. Além disso, há crítica quanto à impossibilidade de recurso da decisão que julgar a consulta e que julgar a suscitação de dúvida. Isso impediria a análise da questão pelos tribunais de segunda instância, o que vai contra a previsão de cabimento de recurso de agravo de instrumento das decisões proferidas no cumprimento de sentença e no processo de execução, conforme o artigo 1015 do Código de Processo Civil. Tal problema da irrecorribilidade das decisões representa lesão à garantia constitucional do contraditório e ampla defesa. “Nós vemos com ressalvas esse projeto, sobretudo, porque desloca a competência judicial, com maior proteção ao jurisdicionado, para a seara administrativa, o que poderia diminuir a segurança jurídica. Além disso, questões orçamentárias ao Judiciário poderiam ser comprometidas no futuro. É inegável a necessidade de reformular a execução no país, mas é preciso compreender que o Judiciário sempre foi a salvaguarda da sociedade”, argumentou Euma Tourinho. A magistratura ainda chama a atenção para o problema do prejuízo ao sistema de precedentes, o qual determina que se profiram decisões pelos Tribunais de Justiça e pelos Tribunais Regionais Federais, bem como pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Caso não haja recurso, a questão não tem como ser apreciada pelos tribunais para a formação de precedentes judiciais. “O Poder Judiciário é o órgão de maior confiabilidade do país. Magistrados trabalham incessantemente para a melhor prestação jurisdicional. Com capacidade técnica, realizam com maestria o mister de julgar com celeridade e seguindo todos os trâmites legais, incluindo o princípio do contraditório e ampla defesa. A desjudicialização da execução civil é inconstitucional e pode acarretar grandes prejuízos para o jurisdicionado, especialmente o hipossuficiente, em especial no tocante a insegurança jurídica”, ressaltou a presidente da Ameron. Temerária, Euma ainda exemplificou afirmando que a desjudicialização pode incorrer em medidas constritivas de maneira muito célere, sem os instrumentos adequados à parte lesada, especialmente os hipossuficientes. “A insegurança jurídica, o contraditório, a ampla defesa e os mais vulneráveis nos preocupam muito”, ponderou.

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Associação dos magistrados do Estado de Rondônia – AMERON

É uma instituição civil sem fins lucrativos, com a missão de prestar auxílio e defesa das prerrogativas da magistratura e ao seu compromisso com a construção da cidadania, estimular a cultura do direito e o aprimoramento da prestação da justiça

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